Karine Alexandrino, Mulher Tombada, Producta, Formosa Bandida...


OPTIMISMO

O PAI DA MULHER TOMBADA

 

 

 

 

SOZINHA COM O UMBIGO DE TODOS INCLUSIVE O MEU

COMO NÃO PENSEI NISSO ANTES?

O ATO SE ESTABELECERÁ( VAI SIM, VAI SIM, SIM, IM, IM, IM, IM, )

VOU ARRUINAR HISTÓRIAS PRÈ- ARRUINADAS

VOU TERMINAR ESTE SERVIÇO PARA QUE OS DEUSES POSSAM DESCANSAR

TUDO VAI PASSAR; ESTE CÉU VAI EMBORA

ENTENDA ISTO DE UMA VEZ POR TODAS

TANTO FAZ GLAMOUR DE SER UM VIAJANTE, CONHECER O SEGREDO DA GRANDE IDÉIA QUE MOVE O MUNDO

OU APENAS PLANTAR NUM PEDAÇO DE CHÃO NAQUELE LUGAR TÃO CONHECIDO

 

 

VOCÊ TEM DOIS METROS DE ALTURA

UM NARIZ TÃO GRANDE

VC ME APROXIMA DE TI

VC CHEIRA À FOGO, À SUOR

VC CHEIRA À CELA DO CAVALO QUE VC MONTOU

VC É DEFINITIVO

INESQUECÍVEL

POR TODOS OS TEMPOS, MON

JAMAIS ESQUECEREI

VC JÁ DEFENDEU SUA VIDA À CUSTA DA MORTE DE OUTREM

ESSA VIDA SOBRE A TERRA SECA FOI ASSIM

VC TEM SUA RAZÃO

A  RAZÃO DO HOMEM UNIVERSAL

DEFENDER A PROLE- SUA TERRA

 

DEFENDEU SEU CANTO

EU TOQUEI VC TÃO GELADO OUTRORA

EU SENTI MEU CORAÇÃO CHORANDO EM DEZ MIL ANOS DE DOR E DE MUITAS HORAS

OS SANGRAMENTOS DA ÁGUA- SUA FELICIDADE

QUE SAUDADE, ME APERTA

ÃÃÃÃÃÃÃAÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃA

SU VIDA NÃO EM VÃO

AFINAL

O QUE ESTOU A FAZER AQUI SENÃO PRA TE CELEBRAR

TEM FALO, TEM UM FACHO DE COMPREENSÃO

TEM UM PÁSSARO VIVO

UM CARNEIRO PEQUENINO MIMADO

MEU CARNEIRO QUE MIMO, QUE MIMO

 ME EXPLICA MON, PORQUE VC ME DEU ESSE FACHO DE LUZ DE RESPIRAÇÃO, MON

ME DIZ

AMIGO, AMANTE, VC COMEÇOU ISTO

DOIS METROS DE ALTURA DE CORAGEM, DE TEIMOSIA

 

MON SE EU CAIR ME AJUDA A LEVANTAR. MON

MON MON

CANDIDO, MON CANDIDO

CANDIDO CANDIDO CANDIDO



Escrito por Karine Alexandrino às 11h56
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NICK CAVE

A ÚNICA COISA QUE QUERO HOJE É CANTAR E VER E BEIJAR NICK CAVE

Escrito por Karine Alexandrino às 08h58
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Musa pop

Aqui, a íntegra da entrevista com a Karine Alexandrino.



"DIFÍCIL É FAZER UM TRABALHO SEU DE VERDADE"

Karine Alexandrino, 30, prepara o lançamento de seu terceiro álbum, Mulher Tombada. A artista cearense, que já tocou com os belgas do Vive La Fête e já ficou pelada em cima do palco, não pára quieta: apresenta um programa de TV em uma emissora local do Ceará, escreve para um jornal de Fortaleza e, ainda este ano, lança outras duas novidades: uma HQ com seus diários eróticos e o filme Como Me Tornei Uma Adúltera. Ela deveria se apresentar em Salvador no dia 14, com a Brinde. O show foi adiado, mas os soteropolitanos devem ter a oportunidade de conferir a intrigante performance de palco da garota ainda neste primeiro semestre.

Gabriela Quintela

A TARDE - Você ficou pelada no Abril Pró-Rock de 2004? Digo, pelada mesmo?
KARINE ALEXANDRINO - Eu estava com uma meia-calça, sem calcinha, e levantei o vestido, ou foi o vestido que levantou... Não foi uma coisa intencional. Só que eu não tenho pudores quando tou no palco. Se der vontade de ficar pelada de novo, vou ficar. Os modelos não desfilam de roupa transparente? Nem por isso são vagabundos. Eu sei que se chegasse uma cantora estrangeira e mostrasse a buceta ali, todos os jornalistas achariam lindo. Mas como é a Karine Alexandrino, de Fortaleza... A imprensa brasileira é muito conservadora.

AT - Que nada, eu adorei. E a HQ com o seu diário erótico, sai ou não sai?
KA - No próximo semestre. Chama-se Noites de Producta e é desenhada pelo meu marido, Weaver Lima. É uma adaptação desses meus diários. Eu sempre escrevo em cadernos, tenho vários. E dos 20 aos 23, tive uma vida sexual intensa. Tinha compulsão pelo sexo, acho que eu era meio ninfomaníaca. Na verdade eu tinha muito, muito medo de morrer, achava que ia morrer a qualquer instante, então estava decidida a aproveitar a vida... Principalmente no aspecto sexual.

AT - Você capricha no visual, nos seus vídeos, nas fotos. Poucos artistas independentes têm todo esse cuidado com a imagem.
KA - O Nicolas Gondim [fotógrafo cearense] é o meu fotógrafo. Mas acho que isso depende do trabalho do artista. No meu caso, essa produção toda fica legal, tem a ver. O pessoal do Montage, por exemplo, viu que isso dava certo, e agora o Nicolas fotografa eles também.

AT - Como é o seu programa de TV nessa emissora cearense?
KA - É um programa semanal. Meio punk, porque eu que faço tudo, praticamente sozinha. Eu mesma filmo, edito. Viajo pra cobrir eventos, festivais. Apresento videoclipes, matérias... Tenho também uma coluna semanal num jornal daqui de Fortaleza. É ótimo. Até porque não dá pra viver só de música.

AT - E o projeto do filme?
KA - É um média metragem. O título é Como Me Tornei Uma Adúltera - Histórias de Uma Mulher Ociosa. Vai sair no segundo semestre, também. Por enquanto, estou me dedicando a finalizar o álbum. Quem sabe rola até uma participação do Paulo César Pereio... Já pensou? Uma participação do ator maldito do cinema nacional...

AT - Verdade que o seu verbete na Wikipédia foi excluído porque tinha sido criado por você mesma?
KA - Não. Isso foi um erro de comunicação... Aquele pessoal da Wikipédia é um bando de gente morta. Fiquei chateada com a falta de ética deles. Não criei meu verbete lá, não editei. Só tem gentalha naquela Wikipédia. Sentem-se especialistas. O prazer deles é decidir quem pode ou não pode ter verbete ali, excluir quem eles querem excluir... Acabei achando ótimo quando o meu nome saiu de lá.

AT - Como era a Intocáveis Putz Band?
KA - Ah, foi quando eu comecei a cantar profissionalmente, em 96. A gente fazia coisas performáticas, muito teatrais. As canções eram bem-humoradas... Ou pelo menos, tinham essa pretensão. [risos] Porque isso não quer dizer que conseguíamos sempre.

AT - Como você avalia a sua evolução desde o primeiro disco, o Solteira Producta, de 2002, até o Mulher Tombada?
KA - Eu acho que à medida que o tempo passa, sinto mais segurança. Fico mais sensível aos acontecimentos. Meus trabalhos são bem autobiográficos mesmo. Se eu quisesse simplesmente agradar, eu poderia fazer um álbum electro, como fazem por aí, pra entrar na onda. Difícil é fazer um trabalho seu de verdade. Quero continuar experimentando coisas. Posso fazer um disco todo ao piano, por exemplo. [risos] Já pensou? Agora, a Mulher Tombada é o seguinte. Desde 2004 eu faço uma campanha para ser tombada como patrimônio imaterial da humanidade. E num sei se tu sabe que nos shows, tem uma hora em que eu caio mesmo. Levo um tombo. Tanto que tenho hematomas, escoriações. Então tem esses dois sentidos, é tombada de patrimônio, e tombada de queda.

AT - Quem é a Producta?
KA - É a minha personagem. Os meus álbuns formam a trilogia da Producta. As minhas músicas têm muitas imagens, e eu já componho pensando nos vídeos para a Producta. Só que nesse terceiro disco, vai ter também uma nova personagem, a Formosa Bandida.

AT - O Ceará é conhecido por compositores como Fagner, Belchior, Ednardo. E é também a terra do forró. Mas a tua música não tem nada a ver com nada disso. Como é pra você fazer um som tão diferente, no Ceará? Você busca essa ruptura com o regionalismo, é intencional?
KA - Eu me vejo como uma habitante de um lugar que faz parte do mundo. E eu sou da cidade, não tenho obrigação de colocar batuque, nem maracatu nos meus discos. Um trabalho verdadeiro é uma extensão da tua vida. Aqui tem esses editais, essas políticas que propõem um resgate das tradições, e muito artista que faz música regional só pra entrar nesse esquema do patrocínio. Respeito quem faz música verdadeiramente de raiz. Mas eu sempre parto do princípio de que vivo num lugar que faz parte do mundo. Acho que a gente tem que respeitar isso.

AT - O pessoal do Montage uma vez disse que, quando eles chegaram em São Paulo, o pessoal perguntava "Ah, vocês são do Ceará? Tem sanfona no som de vocês?"
KA - Engraçado que eu fui pra São Paulo bem antes do Montage, e lá nunca ninguém me perguntou isso.

AT - Atualmente, o Ceará tem uma cena bem interessante e diversificada. Que artistas e bandas daí você curte?
KA - Ah... Eu gosto dos caras do Montage... Gosto muito do Cidadão Instigado, que faz um som muito particular, muito deles, e eu acho que isso é uma coisa que temos em comum. Fazemos as coisas bem do nosso jeito. A gente quer provar... Na verdade, a gente não quer provar nada. Mas fazemos trabalhos individuais e intransferíveis.

AT - Você adora a Zelda Fitzgerald, né?
KA - É. Tenho uma música chamada Zelda. É como se estivéssemos eu, ela e Deus juntos. A gente tá de ressaca, e eu sempre penso que vou morrer quando tou de ressaca. No final da canção, a Zelda fecha os olhos e é arrebatada... sabe? Para o céu. Num sei se tu entendeu essa última parte. É arrebatada por Deus. Eu gosto muito do Scott Fitzgerald, tenho todos os livros dele. Mas nunca li o livro da Zelda. Nunca encontrei pra vender.

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Confira abaixo dois vídeos da Karine.

Babydoll de Nylon ao vivo no APR 2004


Kiss Kiss Kiss


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Karine Alexandrino sobre a Producta:

"Producta é o meu alter-ego mesmo. Estas são os estados de espírito da Producta:
- Demonia Producta é o lado lilith da Producta;
- Pânica é quando ela toma remédios e fica dando conselhos;
- Vendicta é a que acaba com as fortunas dos amantes;
- Perdicta é quendo ela está bêbada, e ninfomaníaca anos 20."

Abaixo, sempre da esquerda para a direita: Producta, Demonia, Pânica, Vendicta e Perdicta.



Ouça mais Karine Alexandrino nas páginas dela no Trama Virtual e no MySpace.



Escrito por Karine Alexandrino às 06h45
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AGORA SIM CORRO NUA

a imagem refletida na realidade

a loca vai correr nua?

pode ser. SIM

mas ela diz não

se for ocaso

o homem agora é importante

sem coito ela não dorme

pode ser

COITO BURRO

sem fruição

mas nunca é assim

não há gozo em vão

a loucura corre

na minha direção

a gente brinca, dança

mas a mulher que grita que tem uma ferida no coraçao

em CUBA, O AMOR EXISTE

 



Escrito por Karine Alexandrino às 06h32
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PARA ANDRÉ

 



Escrito por Karine Alexandrino às 01h57
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SEM FAMA, NEM LAMA

 

AMA?



Escrito por Karine Alexandrino às 02h38
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SIM, SIM, SIM... CHEGA!!

 

É NECESSÁRIO MUITA FLEXIBILIDADE E ELOQUÊNCIA NO JOGO DE PODER DO AMOR



Escrito por Karine Alexandrino às 01h39
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ATÉ AQUI SÓ A METADE

MAS QUERO TUDO

NÃO INTERESSA SE É FIM

ESCORRE MUITA ÁGUA NA TERRA SECA E RACHADA



Escrito por Karine Alexandrino às 02h28
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quem quer, compra



Escrito por Karine Alexandrino às 04h47
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talvez quebre tudo

 

 

FORMOSA BANDIDA

O LAGO DO CIÚME
CISNE NEGRO
DOR E SUBMISSÃO
TUDO INVENTADO
ELA É ATRIZ



Escrito por Karine Alexandrino às 00h31
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LOVE?

 

a dança da MULHER TOMBADA

"there is charge
for the eyening of my scars, there is a charge
for the hearing of my heart -
the really goes.

and there is a charge, a very large charge
for a word or a touch
or a bit of blood

or a piece of my hair or my clothes..."



Escrito por Karine Alexandrino às 23h16
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SHOW DIA 18, NA SEXTA!

 

NO LOVERS OU A VOLTA DE ZELDA - SHOW NA ÓRBITA

 

dia 18, na sexta. A ZELDA VAI. PODEM ESPERAR.

tombaremos juntos?



Escrito por Karine Alexandrino às 02h06
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para Louise Bourgeois

 

 

o retrato dela quando jovem
-detenha-se diante de mim!- ela uiva
o vôo do avião não me faz voar - e entenda todos os sentidos do avião
o retrato dele para sempre - amo-o com devoção e mais amor que a mim
-não me aborreça...
-me despedaça!
-não precisa dizer a todo mundo que voce  me ama
nem calúnia, nem difamação
tampouco...



Escrito por Karine Alexandrino às 01h21
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um retrato

 

O BELO NÃO É SENÃO A PROMESSA DE FELICIDADE

 

DESESPERO? NON NON NON NON NON NON NON  



Escrito por Karine Alexandrino às 21h19
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BELCHIOR

 

'APENAS UMA GAROTA LATINO-AMERICANA

SEM PARENTES IMPORTANTES E VINDA DO INTERIOR'

 

GRACIAS A LA VIDA!



Escrito por Karine Alexandrino às 06h26
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